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Jogos para Desenvolvimento de Consciência Fonológica

O desenvolvimento da sensibilidade à rima constitui um bom precursor de formas mais elaboradas de consciência fonológica, direcionando a atenção das crianças para a forma das palavras. 
Objetivos Desenvolver a capacidade de identificar rimas. 
Jogo para Desenvolvimento de Consciência Fonológica

Jogo da Rima. 
Depois de selecionar um texto com várias palavras que rimam, o professor sugere uma palavra (ex. lua) e explica aos alunos que irá ler o texto e eles terão de prestar muita atenção de forma a identificarem as palavras que rimam com lua. 
Sempre que ouvem uma palavra que acham que rima, os alunos levantam o braço, dizendo RIMA! 
O professor interrompe a leitura, repetindo a última palavra lida, de forma a verificarem, em conjunto, se rima com lua. 
O jogo continua até que o professor termine a leitura do texto e que todas as palavras que rimam (com lua) tenham sido identificadas. 

Construção do livro das rimas: cada página é dedicada a um determinado som final (ex. ão); as crianças desenham ou colam imagens que representam palavras que terminam com o som selecionado (ex. cão, pão, sabão).

Treino da discriminação auditiva
 Esta é uma unidade transversal, que deverá ser retomada regularmente, ao longo do ano letivo; assenta no pressuposto de que a capacidade de ouvir de forma atenta e seletiva é fundamental para um desempenho eficaz, quer no domínio da produção, quer no da compreensão do oral. Os exercícios desta unidade são propostos numa ordem específica, obedecendo ao critério da complexidade crescente; numa primeira fase, as crianças aprendem a discriminar os sons do meio envolvente (exercício 1.1), depois fazem a relação entre os sons onomatopeicos e os sons da fala (exercício 1.2) e, finalmente, aprendem a discriminar as características específicas de cada grupo de sons (exercícios 1.3 - 1.6).

Exercício 1.1 

Jogo do ouvido atento: os sons da natureza 

Nesta atividade, os alunos são incentivados a ouvir atentamente os sons do ambiente que os rodeia, explicitando cada som e a ordem em que ocorre numa determinada sequência. Para além de estimular a concentração e a discriminação auditiva, este exercício treina também a noção de ordem temporal e o uso dos numerais ordinais. 
Objetivos Desenvolver as capacidades de ouvir e discriminar os sons circundantes.
 Desenvolver as capacidades de memorizar e explicitar sequências de sons. 
Materiais Objetos diversos (instrumentos musicais, mobiliário e material da sala de aula).
Descrição 
Etapa 1 - As crianças fecham os olhos e ouvem uma sequência de, no mínimo, quatro sons distintos, provocados pelo professor exemplo, tocar uma flauta, fechar a janela, bater no vidro, caneta a cair no chão). 
As crianças (em grupo ou individualmente) explicitam quais os sons que ouviram e a ordem pela qual estes ocorreram.
 Etapa 2 - O professor apresenta, no mínimo, quatro sons às crianças (por exemplo, bater palmas, bater com os pés no chão, fechar um livro, cortar papel com uma tesoura) e a turma escolhe um desses sons. 
As crianças fecham os olhos e o professor repete a produção dos quatro sons, com uma ordem diferente. Os alunos dizem em que posição (primeiro, segundo, terceiro ou quarto) o som escolhido foi produzido. 
Etapa 3 - Uma criança é selecionada para desempenhar o papel de ouvido atento. A turma revê, com a ajuda do professor, um conjunto de sons onomatopeicos e seleciona um desses sons (por exemplo, o miar do gato). A criança ouvido atento é vendada e colocada no centro da sala; apenas um dos seus colegas produz o som selecionado (miau) repetidamente, em simultâneo com a produção de todos os outros sons, pelos outros colegas. A criança ouvido atento tem de encontrar o colega que está a produzir o som escolhido. 
Outros materiais Registos áudio de sons da natureza ou de instrumentos musicais (explorados em conjunto na sala de aula, de forma a que todas as crianças conheçam cada som).

 Exercício 1.2 Sons da natureza e sons da fala... 
Com esta atividade, pretende-se fazer com que os alunos adquiram consciência dos sons da fala. Para tal, parte-se dos sons onomatopeicos, facilmente identificados pelas crianças, fazendo depois a ligação com os sons que compõem as palavras. Sugere-se a associação de cada som onomatopeico a pistas sensoriais, como uma imagem e um gesto. Estas pistas facilitam a produção e a percepção (verbal e não verbal) de cada som e ajudam as crianças a encontrar representações para que ouvem (o gesto e a imagem irão evocar o som, à semelhança do que fará a grafia numa fase subsequente).
Numa primeira fase, as crianças deverão ser familiarizadas com ambas as pistas sensoriais associadas à audição do som;numa segunda fase, o professor deverá suprimir uma das pistas (por exemplo,mostrar apenas o som ou apenas o gesto). Desta forma, a criança construirá uma representação cada vez mais abstrata do som.
Objetivos Desenvolver as capacidades de ouvir e discriminar sons onomatopeicos.
Materiais Imagens (cobra, abelha, tambor, bomba, vaca, microfone).
Descrição O professor fixa as imagens no quadro (numa ordem arbitrária) e produz o som [s](alongando-o, [sssssssss]) associado a um gesto (com uma mão, imita o serpentear da cobra). As crianças imitam o professor (repetem o som e o gesto, em simultâneo)e identificam a figura correspondente à onomatopeia (figura da cobra).
Repete-se o mesmo procedimento para as onomatopeias associadas às restantesfiguras:
Imagem Som Gesto [zzzzzz] I m i t a r, c o m a s m ã o s , o movimento das asas da abelha. [pppppp] Bater na mesa com a mão fechada (tambor). [bbbbbb] Duas mãos fechadas a bater uma na outra (bomba). [mmmmmm] Dedo indicador encostado aos lábios fechados (vaca). [llllll] Imitar o gesto de segurar no microfone 

Exercício de treino 

A cada aluno, à vez, é dado um cartão com uma imagem; a criança produz o som e o gesto associados a essa figura e os colegas adivinham qual o objeto ou o animal representado. 
Conhecimento da estrutura dos sons 
Os exercícios que se seguem (1.3-1.6) visam levar as crianças a observar a produção dos sons da fala, de forma a serem capazes de estabelecer relações de semelhança e de dissemelhança entre eles (através da definição, com base articulatória e perceptiva, de famílias de sons).

Exercício 1.3 Como se fazem os sons? (vozeamento)...
 
Objetivos Desenvolver a capacidade de identificar semelhanças e diferenças entre os sons, com base na observação do vozeamento (sons surdos, sons sonoros). 
Materiais Imagens que representam sons onomatopeicos. 

Descrição da atividade 
Etapa 1 - O professor apresenta as duas imagens (cobra e abelha) e pede às crianças que produzam o som correspondente a cada figura ([sssssss] para a cobra e [zzzzzz] para a abelha). 
O professor pede às crianças para colocarem uma mão na garganta e para produzirem os dois sons em sequência, alongando cada um deles ([sssssss]; [zzzzzz]). As crianças explicam a diferença encontrada na produção de ambos os sons. De forma a ajudar os alunos na tarefa de explicitação, o professor pergunta qual dos dois sons fez tremer a mão que estava encostada à garganta. Os alunos voltam a produzir os dois sons até chegarem à conclusão de que o som que treme é o [z] e que o som que não treme é o [s]
Etapa 2 - Repete-se o procedimento com outros pares de sons; o professor poderá partir sempre de imagens que remetam para sons onomatopeicos: Pares de imagens Pares de sons [f] / [v] [S] / [Z] [p] / [b] [t] / [d] [k] / [g]
Etapa 3 - De forma a fornecer pistas adicionais à identificação do vozeamento, o professor poderá atribuir uma cor aos sons sonoros (vermelho) e outra aos sons surdos (azul). Assim, o professor distribui dois triângulos a cada criança, um azul e um vermelho, explicando-lhes que o primeiro representa os sons que não tremem, como o [f] e que o segundo representa os sons que tremem, como o [v]. Na sequência da atividade realizada na etapa 1, o professor poderá fixar um par de imagens (ex. tambor/bomba) no quadro e dizer o par de sons associado às mesmas (ex. [p]/[b]); as crianças repetem, colocando a mão na garganta para descobrir qual o som que treme ([b]) e qual o que não treme ([p]). Depois, uma das crianças desloca-se ao quadro e fixa o triângulo azul junto da imagem que representa o som que não treme (tambor) e o triângulo vermelho junto da imagem relativa ao som que treme (bomba). 
Os alunos formam pares; um deles (criança A) produz um som, ao mesmo tempo que tapa os ouvidos do seu par (aluno B). Por sua vez, o aluno B coloca a mão na garganta da criança A. O aluno B tenta descobrir se o som produzido pelo colega (A) é um som que treme ou que não treme, levantando um triângulo da cor correspondente ao vozeamento do som (triângulo vermelho para sons que tremem; triângulo azul para sons que não tremem). B) 
A turma divide-se em duas equipas: o grupo azul representa os sons que não tremem e o grupo vermelho, os sons que tremem. O professor retira um cartão com um som do saco de sons e di-lo em voz alta. As crianças repetem, colocando a mão na garganta. Se for um som que treme, a equipa vermelha ganha um ponto (um triângulo vermelho); se for um som que não treme , é a vez da equipa azul ganhar um triângulo. 
Ganha a equipa que, no final, arrecadar o maior número de pontos/triângulos.
O professor produz um determinado som (ex. [s]), mas esconde a boca de forma a que as crianças não possam ver a articulação do mesmo. As crianças indicam a que família pertence o som: à família azul (dos sons que não tremem) ou à família vermelha (dos sons que tremem). 

Exercício 1.4 Como se fazem os sons? (ponto de articulação)...

Objetivos Desenvolver a capacidade de identificar semelhanças e diferenças entre os sons, com base na observação do ponto de articulação (labial, coronal e dorsal) . 
Materiais Tambor (ou imagem do mesmo); espelhos (um para cada criança). 
Descrição da atividade Todas as crianças devem estar sentadas em frente a um espelho; o professor fica de frente para elas. Como o próprio nome indica, o ponto de articulação designa o ponto da cavidade oral em que os sons são produzidos. Os traços de ponto são designados em função dos articuladores envolvidos na produção dos sons; assim, (i) os sons labiais envolvem a aproximação dos lábios; (ii) os sons coronais envolvem a elevação da coroa da língua (alveolares e palatais); (iii) os sons dorsais/velares envolvem o posicionamento do dorso da língua na parte posterior da boca (cf. Mateus , 2003:999).38

Etapa 1 - Um aluno toca tambor; as crianças imitam, oralmente, o som dos batimentos [ppppp]. Depois, com a orientação do professor, dizem palavras que começam por este som (Paula, Pedro, porta…) 
Professor: Vamos agora descobrir como se faz o som [p]. Para isso, vamos dizê-lo várias vezes seguidas, mas devagarinho, como se fosse em câmara lenta, assim: [p] [p] [p] [p]!. O professor deverá exagerar na articulação, realçando o papel dos lábios na produção do som. Poderá, também, imitar o movimento do abrir e fechar dos lábios com a mão, ao mesmo tempo que produz o som. Professor: Agora façam lá vocês, olhando para o vosso espelho; muito bem! Reparem que, para fazermos este som, é preciso afastarmos e aproximarmos duas coisas, o que é? Pois, temos de aproximar os lábios; vamos então chamá-lo som dos lábios, está bem? Vamos agora descobrir outros sons dos lábios.... O exercício continua, com a análise dos restantes sons labiais [b, m, f, v]. 
 Etapa 2 - Repete-se o procedimento anterior, mas desta vez o professor orienta as crianças no sentido de observar que, para além dos sons dos lábios, existem os sons da língua, cuja produção pode implicar a subida da língua para a zona dos dentes da frente (caso dos sons [t, d, n, s, z, l, R]), ou então pode implicar o recuo da língua ([S, Z, ø, ´]). 
Etapa 3 - Repetem-se os procedimentos anteriores de forma a que as crianças observem que, para além dos sons dos lábios e dos sons da língua, existem os sons da garganta [k, g, {], que são produzidos na parte de trás da boca.
Numa primeira fase, o professor deverá apenas levar a criança a observar que, para a produção dos sons [f] e [v] é preciso aproximar os lábios, como em [p, b, m] e que, por isso, também pertencem à família dos sons dos lábios. Só numa fase posterior se deverá promover a observação de que a forma como unimos os lábios na produção de [f, v] é diferente da forma como os unimos na produção de [p, b, m]. 
Numa fase inicial, as diferentes etapas propostas deverão ser exploradas em momentos distintos, mantendo-se, contudo, a ordem sequencial das mesmas. A identificação do ponto de articulação dos sons poderá ser facilitada mediante a observação de contrastes máximos, por exemplo, entre sons labiais (sons dos lábios) e sons dorsais (sons da garganta), por exemplo [p] vs [k]. Eventuais dificuldades na identificação do ponto de articulação palatal ([S, Z, ø]) poderão ser minimizadas se as crianças compararem a produção destes sons com a produção dos outros sons da língua (ex. [t] vs [S]; [d] vs [Z], [n] vs [ø]).
Exercício de treino: o jogo do espelho As crianças fazem de espelho dos colegas; organizam-se em pares, cada par fica de pé, com um elemento de frente para o outro. 
Etapa 1 - Uma criança de cada par produz um som, exagerando na articulação, e o respectivo par tem de imitar os gestos articulatórios do colega, mas sem verbalizar o som (ex. um colega produz [ppppp] e o seu espelho imita o gesto de abrir e fechar a boca várias vezes seguidas). 
Etapa 2 - Uma criança de cada par faz um gesto articulatório, sem verbalizar; o par tenta adivinhar qual o som em causa, identificando a família de sons em questão. 
Etapa 3 - O professor produz um som (ex. [f]), mas esconde a boca de forma a que as crianças não possam ver a articulação do mesmo. As crianças (i) indicam a família a que pertence o som - família dos sons dos lábios (ganham 1 ponto pela resposta certa); (ii) repetem o som ouvido (ganham 2 pontos pela produção correcta). A actividade continua com a selecção de outros sons.

Jogo retirado de : O Conhecimento da Língua: Desenvolver a consciência fonológica de Maria João Freitas Dina Alves Teresa Costa

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